Polícia

Servidores do Incra, ANM e SPU são alvos de operação da PF em Macapá





 

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (13), a operação Miríade nos estados do Amapá, Paraná e Mato Grosso. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em praticar fraudes para obter regularização de títulos de terras públicas da União, assim como a exploração de minério e madeira ilegal.

Estão sendo cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Cascavel (PR), Mirassol d’Oeste (MT) e Sorriso (MT).

Em Macapá, policiais federais estiveram na Superintendência do Patrimônio da União (SPU), na Agência Nacional de Mineração (AMN), Terra Legal e no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), cujo alvo são servidores públicos.  

A Polícia Federal não revelou o nome dos envolvidos para não atrapalhar as investigações, mas materiais foram apreendidos nos órgãos.

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Fast Food, deflagrada no início do ano, que investigou negociações ilegais para venda de permissões de lavra garimpeiras entre servidores da ANM e empresários dos estados do Paraná e Mato Grosso. Segundo as investigações, as permissões custaram R$ 10 mil cada.

A organização criminosa catalogava áreas para legalização fundiária e realizava fraudes no Sistema de Gestão Fundiária, além da falsificação de documentos públicos.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa/passiva, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informação, estelionato qualificado e falsidade ideológica. As penas podem chegar a 45 anos de reclusão.