Política

"Este governo é um hospício", reage Maia após anúncio de Marcos Pontes





 

Após anúncio feito pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, sobre a produção de três vacinas nacionais que avançaram para a fase de "pré-teste", o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) reagiu em tom de ironia nas redes sociais.

"Este governo é um hospício - capítulo 2", escreveu ele, ao compartilhar a notícia sobre o anúncio do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), já havia anunciado a ButanVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan, também como candidata a imunizante contra a covid-19. Maia é tido como aliado de Doria e inimigo político de Bolsonaro.

Pontes afirmou que, entre as três vacinas candidatas no combate à pandemia da covid-19, o pedido de uma delas, desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, foi protocolado junto à Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), segundo informou o ministro.

"O ministério investiu em 15 protocolos, tecnologias diferentes de vacina aqui no Brasil. Nós temos cientistas de altíssimo gabarito aqui no país. A boa notícia é que três dessas vacinas avançaram para pré-teste, vamos chamar assim. Agora estão entrando para fase de testes com voluntários", declarou Pontes a jornalistas, em Brasília.

Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentam negar que a iniciativa seja uma reação a Doria, mas fizeram questão de destacar alguns pontos em que, na avaliação deles, o governo de São Paulo estaria mentindo.

De acordo com fontes do Planalto ouvidas pelo UOL, o governo paulista ainda não teria condições de cumprir o calendário anunciado, como iniciar a produção em abril, já que as linhas de produção estariam com produção de outras vacinas (influenza) ocupadas até maio. Outro argumento que os auxiliares tentam reforçar para diminuir o anúncio de Doria é de que o governo de São Paulo não estaria sendo transparente, ao não divulgar de onde virão os recursos para a produção da ButanVac.

 

Fonte: UOL