Política

Bolsonaro sobre impeachment: "Quer tirar a mim e colocar quem no lugar?"





A Câmara já possui mais de 60 pedidos de processo de impedimento contra o chefe do Executivo ao longo de seus dois anos de mandato, mas nenhum chegou a ser apreciado pela Casa. Em indireta, ele relatou que não enxerga um candidato à sua altura

O presidente Jair Bolsonaro questionou nesta segunda-feira (8/2) parte da população que deseja o impeachment do mandatário. A Câmara já possui mais de 60 pedidos de processo de impedimento contra o chefe do Executivo ao longo de seus dois anos de mandato, mas nenhum chegou a ser apreciado pela Câmara. Em indireta, ele relatou que não enxerga um candidato à sua altura.

"Agora vem uns outros e querem impeachment. Vai resolver o quê? Quer tirar a mim e colocar quem no lugar? 'Esse quem' podia nos ajudar com soluções agora. Eu tenho humildade para acolher qualquer sugestão, qualquer uma, seja qual for. A gente estuda", apontou.

O mandatário ainda criticou a política de lockdown contra a pandemia nos estados. "Tem alguns locais ainda que estão com essa política de fecha tudo, não dá certo. Já disse lá atrás que o vírus e o desemprego são dois problemas que têm que se combater. O desemprego também mata, depressão, suicídio, outras doenças também.. Cada vez mais está se represando cirurgias que deveriam ter sido feitas lá atrás e não fizeram só em nome do vírus", alegou.

Pandemia e oposição ao governo

Bolsonaro comemorou o resultado das eleições no Congresso e fez novas críticas ao ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), caracterizando-o como a encarnação da oposição ao governo. Ele ressaltou também que é necessário enfrentar a pandemia de covid-19. "Tem esses caras que falam que eu sou insensível às mortes. Eu sou sensível a qualquer morte não interessa qual seja a causa. Parece que esses caras que falam isso não vão morrer nunca. Tem que buscar solução. Graças a Deus mudou o comando da Câmara. Hoje tem declarações da imprensa, esse cara que saiu da Câmara parece que vai encarnar a verdadeira oposição a meu governo. Ele não tem que ser oposição ao meu governo, tem que ser favorável ao Brasil. Enquanto se faz política barata o povo sofre", declarou a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Cesta básica

O presidente comentou, por fim, o aumento nos itens da cesta básica e justificou que as mudanças nos valores não dependem apenas dele. "Outra coisa que é complicado os produtos da cesta básica, os mais essenciais, em especial, o óleo de soja, subiram em média 20%. Então o povo está empobrecendo, perdendo seu poder de compra. Temos que buscar uma solução para isso. Não passa apenas pelo presidente. Hoje, conversei com o novo presidente da Câmara [Lira]. Devemos nos encontrar nas próximas horas, no máximo amanhã (9). Quer resolver também. Mas são soluções que não são fáceis de resolver", concluiu.

Fonte: Correio Braziliense