Cotidiano

Amapá é o estado que menos denunciou crimes contra crianças e adolescentes em 2017





 

O Distrito Federal está no topo da lista de denúncias, porém, não se pode afirmar quais regiões apresentam maiores índices de violência, pois muitos casos não são denunciados.

 

Dados de 2017 divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos mostram um índice preocupante: a cada seis minutos, uma denúncia de violação dos direitos humanos contra criança ou adolescente é recebida. O Amapá está em último lugar no ranking de denúncias, com 36,59 registros para cada 100 mil habitantes. A lista é liderada pelo Distrito Federal, com 125.4 denúncias para cada 100 mil moradores.

No entanto, muitos casos de violação contra crianças e adolescentes não são denunciados e, por isso, não se pode afirmar quais estados são mais ou menos seguros. Os números são com base nas denúncias feitas ao disque 100 do Governo Federal.

De acordo com o levantamento, 84.049 casos de denúncia foram registrados em todo o Brasil. Em comparação com dados de 2016, houve um crescimento de 7,2% na quantidade de denúncias. O número dos casos relacionados a crianças e adolescentes corresponde a 58,91% de todas as 142,6 mil denúncias recebidas pelo órgão no ano passado.

Os dados apontam também para a violência contra idosos que seria, de acordo com o G1, o segundo grupo mais atingido, somando 23,22% dos casos de denúncia. Ainda assim, para cada 2 denúncias com vítimas idosas, há 5 casos contra a crianças e adolescentes.

Os casos mais recorrentes contra a criança e o adolescente seriam de negligência (72,1%), violência psicológica (47,1%) e violência sexual (24,2%). Sendo que, o número total de vítimas por denúncia pode ser bem mais alto, visto que cada denúncia pode conter mais de um tipo de violência e/ou mais de uma vítima. Dos 84.049 casos relatados, haveriam 130,2 mil vítimas menores de 18 anos, de acordo com o portal.

No gráfico consta que o menor índice de denúncias é contra pessoas que moram nas ruas, com 0,7% e em casos de igualdade racial com 0,65%, que teriam diminuído 30,5%. No grupo de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) a diminuição seria de 8,3%.

Luciana Cordeiro