Política

Cármen Lúcia pede que PGR investigue Abin por possível favorecimento a Flávio





A ministra Cármen Lúcia do Supremo Tribunal Federal (STF) pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a produção de relatórios pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Segundo informações do UOL, a ministra afirmou que os fatos devem ser investigados porque "podem configurar atos penal e administrativamente relevantes (prevaricação, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, crime de responsabilidade e improbidade administrativa)".

Na semana passada, reportagem da revista Época mostrou que a Abin, sob comando de Alexandre Ramagem, produziu dois relatórios no sentido de orientar Flávio no inquérito que investiga o esquema de rachadinhas quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Flávio foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa. O senador nega todas as acusações.

Na segunda-feira (14), Cármem Lúcia deu prazo de 24 horas para que Alexandre Ramagem e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, dessem informações sobre o caso.

Em manifestação à ministra, o GSI negou que a Abin tenha feito os relatórios, apesar de oFlávio confirmar a existência dos documentos. A Abin também negou que tenha produzido relatórios "ou qualquer outro documento" para ajudar Flávio, mesmo confirmando a reunião entre a defesa do senador, Alexandre Ramagem, Augusto Heleno e Jair Bolsonaro.

Nesta sexta-feira (18), a deputada Natália Bonavides (PT-RN)  apresentou um requerimento de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar as denúncias. Natália Bonavides também prepara um pedido de Alexandre Ramagem, do cargo. Rede e PSB fizeram o mesmo pedido para facilitar a investigação do caso. O pedido de CPI vai ser apreciado pela mesa da Casa.

Fonte: Congresso em foco