Cotidiano

Ministério de Minas e Energia apresenta ao governo plano para solucionar apagão no Amapá





O Ministério de Minas e Energia apresentou nesta quinta-feira, 5, ao Governo do Estado as propostas de soluções sobre o apagão que afeta 13 municípios do Amapá, após um incêndio na subestação da empresa Isolux, contratada pela União e que atende ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o processo para normalização no fornecimento de energia acontece em três etapas. Ele destaca que a pasta criou um Gabinete de Crise para acelerar a resolução do problema causado pelo incidente e garantir segurança elétrica ao Amapá.

“Estamos adotando outras ações para trazer geradores para o Estado do Amapá afim de servirem como segurança para o fornecimento de energia e também atender locais especiais, principalmente naquilo que o Estado achar prioritário”, explicou.

Entenda o caso

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o incêndio provocou um desligamento automático das linhas de transmissão no trecho Laranjal/Macapá às 20h47 da terça-feira, 3, assim como das usinas hidrelétricas Coaracy Nunes e Ferreira Gomes.

A situação causou uma interrupção de 250 MW de carga, afetando o fornecimento de 13 dos 16 municípios. A situação não afeta os municípios de Oiapoque, Laranjal do Jari e Vitória do Jari.

Soluções apresentadas

  • Curto prazo: a recomposição do transformador que foi danificado no incidente. A subestação tinha 3 transformadores, cujo todas estão indisponíveis, mas um deles teve um dano menor, que foi na bucha de conexão do transformador com a rede. Este transformador passa por testes para poder voltar em funcionamento no sistema, caso o resultado seja positivo cerca de 60% a 70% da carga de energia será reestabelecida nos 13 municípios afetados ainda nos próximos dias.
  • Médio prazo: um segundo transformador está sendo trazido da subestação de Laranjal do Jari, de 100 MWA, que chega na capital em um prazo de 15 dias. Durante este período é feito a desmontagem do transformador, retirada do óleo, transporte fluvial e terrestre e instalação. Com este segundo equipamento, o Amapá já garante 100% no fornecimento de energia.
  • Longo prazo: um terceiro transformador está sendo trazido de Boa Vista (RR), que também passa pelo processo de desmontagem, retirada do óleo, transporte fluvial e terrestre e instalação. O prazo para este processo é de 30 dias. Este terceiro transformador garante a segurança energética do estado.

Providências locais

Para acompanhar todo o processo de solução adotada pela União, o Governo do Amapá montou um comitê de crise Gabinete Civil, Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Defesa Civil, Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Secretaria de Saúde (Sesa), Companhia de Água e Esgoto (Caesa) e Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

Para amenizar os impactos causados pela interrupção na distribuição de energia, o comitê estadual juntamente com o Exército Brasileiro alimentam a cada 6 horas todos os sistemas isolados de geração de energia dos hospitais, além do abrigo São José e o sistema penitenciário.

Além disso, o Estado adotou medidas para retomar os serviços de captação de água, tratamento e distribuição, que foram afetados pela falta de energia. O governador Waldez Góes autorizou a contratação de geradores de grande porte para disposição especificamente na Caesa.

“O comitê criado pelo Estado monitora em tempo real todas as unidades hospitalares públicas e privadas. Nós sabemos que há um consumo também muito grande de óleo diesel por parte do setor privado, como das atividades essenciais. A equipe também monitora o abastecimento de combustível que é usado nos geradores”, finalizou o governador.

Fonte: Governo do Estado do Amapá