Cotidiano

Amapá discute protocolo de tratamento para covid-19 com profissional Italiana





Buscando aprimorar o seu protocolo de tratamento para a covid-19, o Amapá realiza a troca de experiências com profissionais médicos europeus que estão trabalhando no enfrentando a doença.

Nesta terça-feira, 9, o Comitê Médico de Enfrentamento à Covid-19 do Amapá participou de uma videoconferência com Glória Taliani, doutora e professora de doenças infectivas da Sapienza Universidade de Roma, na Itália.

O representante do comitê médico do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp), o médico do Corpo de Bombeiros Pedromar Melo, destacou a importância de buscar a experiência de profissionais que estão conseguindo lidar com a pandemia de coronavírus, a exemplo da Itália, que foi um dos epicentros do vírus na Europa.

"Buscamos aprender com os países que estão alcançando sucesso no atendimento aos pacientes de covid-19. E é bom que saber que se certa forma estamos caminhando na mesma direção, tanto no tratamento precoce, quanto dos pacientes que precisam de uma atenção mais intensiva", destacou Melo.

O comitê médico amapaense também já havia buscado a expertise da Dra. Marina Bucar, médica intensivista do Hospital HM Puerta de Sul em Madrid, na Espanha, que auxilia na elaboração do protocolo de tratamento adotado atualmente no Amapá.

Protocolo de Tratamento

Os médicos da rede de atendimento à covid-19 no Amapá adotaram o protocolo desenvolvido pelo comitê, voltado principalmente para a atenção primária, evitando assim, o agravamento da doença. Os médicos da rede têm autonomia para iniciar o tratamento com medicações que o protocolo sugere.

Aos pacientes de quadro leve é recomendado a medicação a base de hidroxicloroquina, cloroquina associada a azitromicina e a associação, ou não, a algum outro antiviral, que pode ser a ivermectina e nitazoxanida.

Aos pacientes com quadro moderado, na fase inflamatória, o protocolo prevê a utilização de corticoides, de anticoagulantes e de remédios que atuam na desinflamação do pulmão, freando a tempestade inflamatória, diminuindo assim o risco de que o paciente evolua para a terceira fase, que é a fase crítica.