Saúde

Amapá apresenta a maior taxa de detecção de AIDS em crianças





 

Com 9,2 casos registrados a cada 100 mil habitantes, o Amapá foi o estado que apresentou a maior taxa de detecção do HIV/AIDS entre menores de cinco anos em 2018. Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico 2019-HIV/AIDS, divulgado pelo Ministério da Saúde. Roraima foi o segundo estado a apresentar taxa elevada, com 8,2 casos a cada 100 mil habitantes.

Entre as capitais brasileiras, as maiores taxas foram encontradas em Macapá/AP (13,2/100.000 hab.), Florianópolis/SC (11,9/100.000 hab.) e Boa Vista/RR (10,4/100.000 hab.).

O número é considerado alarmante, principalmente por se tratar de crianças. Em 90% dos casos, a criança é infectada com o vírus da aids através da mãe durante a gravidez, no parto ou na amamentação. As crianças também podem contrair a doença através de sangue contaminado ou por abuso sexual ou por uso de drogas endovenosas.

No levantamento, o Amapá é o 8º estado a apresentar a taxa de detecção de HIV em gestantes superior à taxa nacional, com 3,1 casos para 100 mil habitantes. Neste quesito, Rio Grande do Sul foi o estado que apresentou a maior taxa, com 9,2/100.000 hab.

Em relação a mortalidade por aids, o Amapá apresentou coeficiente padronizado igual ao nacional. Porém, se analisar um período de 10 anos, entre 2008 a 2018, o estado apresentou um aumento de 29,4% do coeficiente de mortalidade padronizado da aids.

O Boletim apresentou uma classificação das unidades federativas, segundo o índice composto pelos indicadores de taxa de detecção, mortalidade e primeira contagem de CD4 nos últimos cinco anos. O estado de Roraima encontra-se em primeiro lugar, seguidos por Amapá e Pará. Em relação as capitais, as cinco posições mais elevadas no ranking são Belém, Boa Vista, Florianópolis, Macapá e Natal.

‘Dezembro Vermelho’

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a aids, foi lançado a campanha ‘Dezembro Vermelho’. No Amapá, as ações estão sendo realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), através do Serviço de Assistência Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA).

De acordo com o órgão, foram registrados 255 novos casos de testes positivos para HIV até outubro deste ano. Cerca de 600 pessoas realizam o teste mensalmente.