Política

Lewandowski nega ter tentado comprar casa de Weintraub





Ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub disse — em depoimento — que o magistrado tentou comprar a sua casa em um condomínio fechado, mesmo sem ela estar à venda

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou que tenha visitado e manifestado interesse na casa do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Nesta sexta-feira (4/2), o bolsonarista afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que o magistrado tentou comprar seu imóvel, localizado em um condomínio em São Paulo.

Em nota divulgada na noite desta sexta, o gabinete de Lewandowski informou que o ministro visitou duas casas no mesmo local por meio de uma corretora de imóveis, mas que nenhuma pertencia a Weintraub.

"O Gabinete do Ministro Ricardo Lewandowski informa que, por intermédio de uma corretora imobiliária, o Ministro visitou duas casas no referido condomínio em São Paulo, as quais estavam à venda, mas nenhuma delas de propriedade do depoente", diz o comunicado. 

No depoimento à PF, Abraham Weintraub disse que não tentou imputar a prática de crime a algum ministro. Ele afirmou que, se tivesse tal intenção, "já teria proposto uma ação judicial".

Questionado se tinha a intenção de insinuar a prática de solicitação de vantagem indevida por parte de algum integrante da Corte, ele também negou, e disse que, se isso fosse verdade, "já teria falado na entrevista e documentado".

Entenda 

Em janeiro, o ministro do STF Alexandre de Moraes abriu um procedimento para apurar as declarações dadas por Weintraub em entrevista ao podcast "Inteligência Ltda".

Sem apresentar provas, Weintraub disse que um dos ministros do Supremo que lhe negou habeas corpus tentou comprar a sua casa em um condomínio fechado, mesmo sem ela estar à venda.

“Moro numa casa, num condomínio fechado, uma casa boa. Um juiz do STF estava procurando casa na região, dentro do condomínio. Viu a minha casa e falou: ‘Pô, casa bonita, hein? De quem é?’ Falaram: ‘Abraham Weintraub’. ‘Pergunta para ele se não quer vender para mim’. O que acha disso? É adequado?”, afirmou o ex-ministro da Educação.

Fonte: Correio Braziliense