Cotidiano

De volta ao passado: 75 anos de história, Cine Territorial complementará arquitetura do antigo Barão





Dois anos após a entrega do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, a primeira escola de alvenaria de Macapá, edificada em 1946 pelo primeiro governador do Amapá, Janary Nunes, a população tucuju começava a sentir as emoções da produção cinematográfica mundial. As cortinas se abriam para a entrada em cena da sétima arte, a maravilhosa oficina de sonhos. Começava a funcionar o 1º cinema de Macapá, o ex-Cine Teatro Territorial.

Localizado aos fundos da escola, o Cine Territorial começou exibindo filmes ‘mudos’, porém com a chegada de máquinas, modernas à época, vindas da Alemanha, a população teve o privilégio de assistir ao melhor do cinema falado.

Mas as obras cinematográficas não eram as únicas atrações do Cine. Grandes ícones da música popular brasileira da época, a exemplo de Ângela Maria, Luís Gonzaga e Dalva de Oliveira, com shows marcantes que empolgaram plateias. Clássicos, como “E o vento levou”, também foram responsáveis pelas extensas filas na época das matinês.

Quem relembrou, emocionada, desta época foi a jornalista Mariléia Maciel, ex-estudante da Escola Barão do Rio Branco, que foi ao local nesta sexta-feira, 3, dia da entrega pelo Governo do Amapá.

‘‘Lembro que o Cine era de madeira e, lá, eram apresentados filmes e muitas peças teatrais. Cheguei a subir no palco do cinema várias vezes para declamar poesias, declamei ‘meu irmão gosta de pêra, de laranja minha irmã’, e ‘essa menina tão pequenina quer ser bailarina’, que me rendeu o segundo lugar no concurso de declamação. Na época, os filmes veiculados não eram para a minha idade, então eu aproveitava o cine dessa maneira, de forma pedagógica, mas as lembranças ficaram e me marcaram bastante por ter sido a minha primeira escola’’, alegrou-se ao lembrar Mariléia.

Quem também tem história pra contar daqueles tempos é a também jornalista Márcia Corrêa.

"Minha mais linda lembrança do Cine Territorial é de quando ganhei meu primeiro concurso de miss caipira, com o vestidinho pintado a mão no capricho que minha mãe encomendou. Lembro também das peças de teatro que ensaiávamos o ano todo para apresentar no encerramento das aulas. Minha turma do Jardim de Infância é unida até hoje, 50 anos depois", relembra.

O resgate da história

Para complementar a história do antigo “Barão”, o Cine Territorial que faz parte do contexto arquitetônico do prédio, também reabrirá suas portas como um museu da imagem e do som.

O espaço que será restaurado pelo Governo do Amapá, preservando todas as características da estrutura original. O local, que guarda memórias importantes do audiovisual, servirá para fins pedagógicos, podendo ser utilizado pelos membros da escola e por toda a comunidade.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) será responsável pela obra. A estrutura passará por avaliação para algumas modificações. O palco será ampliado e reduzida a altura. Também será criada uma plataforma elevatória para facilitar o acesso dos cadeirantes.

O auditório terá capacidade de acomodar 130 expectadores, sendo lugares reservados para portadores de necessidades especiais, bem como banheiros com acessibilidade especial. A sala de projeção deverá manter a estrutura física passando apenas por reparos para a preservação. A restauração e implantação do museu estão orçados em R$ 1 milhão, e a licitação para início das obras está prevista para 17 de setembro.

 

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Escola Barão do Rio Branco: retorno de atividades no prédio traz resgate histórico ao Amapá

Por: Jorge Abreu .Colaboradores: Kelly Pantoja - Foto: Marcelo Loureiro / José Baía / Secom 

As atividades na Escola Estadual Barão do Rio Branco iniciaram em 1946 quando o Amapá ainda era Território Federal. O surgimento deste prédio para a educação mudou diversas outras áreas, como também colaborou para o desenvolvimento e expansão do estado. Nesta sexta-feira, 3, a escola será reinaugurada com a estrutura original restaurada e, ao mesmo tempo, modernizada.  

Barão do Rio Branco foi a primeira escola construída em alvenaria do Amapá. Com uma arquitetura única, a instituição de ensino mudou o cenário da capital e inspirou muitas outras construções, o que levou ao tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Para o historiador e professor Célio Alício, a construção foi o pontapé para a estruturação do perímetro urbano de Macapá, que somou, na época, com outros poucos prédios em alvenaria que já existiam na capital, como a Igreja de São José, construída em 1761 e o Museu Joaquim Caetano, de 1895.

“As construções em alvenaria seguiam uma tendência arquitetônica da época que traziam arcos, isso dava um diferencial para os edifícios, como o primeiro prédio da rádio difusora, a escola Emílio Médici, os Ginásios Masculino e Feminino, entre outros que surgiram após o Barão”, explicou.

A imponência do prédio também foi outro grande impacto causado naquela época, segundo Célio Alício. Ele destaca que a grandeza do prédio também inspirou outras grandes construções para a educação, principalmente no mesmo perímetro, que é a Avenida FAB, principal via de Macapá.

“A partir do Barão do Rio Branco a cidade ganhou um corredor educacional com a abertura de outras escolas como o Colégio Amapaense, o GM, que depois tornou-se a Escola Integrada de Macapá e agora é Antônio Cordeiro Pontes, e o Colégio Comercial do Amapá [CCA], atual Gabriel de Almeida Café”, lembrou.

Restauração e entrega

Conservando a arquitetura original, a escola passou por uma grande restauração da estrutura e agora possui instalações modernas, prontas para oferecer serviços de qualidade para os estudantes. Para isso, o Governo do Estado investiu R$ 7 milhões.

Entre as principais entregas estão a biblioteca, sala de planejamento e práticas pedagógicas, laboratórios de ciência e informática, refeitório, quadra poliesportiva, salas de aula climatizadas, entre outros.

Cine Teatro Territorial

Nas dependências da escola Barão do Rio Branco foi instalado o primeiro cinema de Macapá, chamado de “Cine Teatro Territorial”, que começou exibindo filmes mudos.

Com a chegada de máquinas modernas à época, vindas da Alemanha, a população teve o privilégio de assistir filmes falados. Mas, as obras cinematográficas não eram as únicas atrações, o espaço também recebeu grandes ícones da música popular brasileira, a exemplo de Ângela Maria, Luís Gonzaga e Dalva de Oliveira, com shows marcantes que empolgaram plateias.

Para complementar a história do prédio da escola Barão do Rio Branco, o Cine Territorial que faz parte do contexto arquitetônico do prédio, também reabrirá as portas para o Museu da Imagem e do Som. A obra é orçada em R$ 1 milhão, e a licitação para início dos serviços ocorrerá no dia 17 de setembro.

Ex-alunos do Barão expressam gratidão e reconhecimento pela nova estrutura

Por: Jamylle Nogueira - Foto: Maksuel Martins/Secom

Antes da entrega da nova Escola Barão do Rio Branco, ocorrida na tarde desta sexta-feira, 3, ex-alunos do Barão tiveram um momento à parte para conhecer a estrutura após as aobras. A visita gerou fortes emoções e muitas recordações boas para estes ex-alunos dos quais alguns se tornaram personalidades e cidadão bastante conhecidos de Macapá, cada um dentro de sua área de atuação, seja na Educação, Literatura, Serviço Público, Magistério, Economia e até mesmo quem é da atual geração e ainda está em formação.

Eles expressram gratidão e reconhecimento pela nova estrutura. Conheça alguns desses personagens ilustres da histórica Escola Estadual Barão do Rio Branco:

O encontro teve grande significado para a professora Odete Penarfort, que aos 73 anos de idade pôde comemorar a inauguração do novo prédio da Escola Estadual Barão do Rio Branco. Estudou no Barão em 1959. Depois, retornou ao colégio, mas dessa vez para trabalhar e, lá, lecionou por 10 anos.

"Esperei tanto por esse momento, pois esse colégio me preparou para a vida, tenho muito amor e respeito por esse prédio. Espero que as próximas gerações possam, conservar nosso patrimônio histórico”, expressou Odete Penafort.

O escritor e sociólogo Fernando Canto, também tem muita história para contar do Barão. Foi no lá que ele teve o primeiro contato com a educação, em 1962.

“Minhas grandes alegrias foram nesse colégio, minha mãe foi professora no Barão, e meus 7 irmãos também estudaram aqui. E, hoje, ver essa estrutura é motivo de felicidade”, declarou o escritor.

Ao ver o novo prédio, a professora Antônia Lima, que lecionou por 12 anos no Barão, não conteve as lágrimas. A ex-aluna e atual funcionária da secretaria da escola, aos 73 anos, revelou que não pretende se aposentar tão cedo.

“Não vejo a hora de ver minhas crianças correndo pelos corredores. O Barão é minha vida, e amo estar aqui, exercendo meu trabalho”, destaca Antônia.

A pedagoga Anne Teresinha, 68 anos, anos estudou todo o ensino fundamental no colégio. Ela revela que ao entrar no prédio foi transportada para sua infância.

“Apesar de todo reformado o Barão não perdeu a sua essência, ao entrar aqui todas as minhas lembranças de menina retornaram. O sobe e desce das escadas, brocas da professora, e do anfiteatro que era meu local preferido”, emicionou-se Anne.

O economista, Luiz leitão, 54 anos, estudou no Barão em 1972. O ex-aluno revelou que até hoje cultiva boas lembranças e seus amigos de infância.

“Todos os dias passo aqui na frente pra relembrar dos bons momentos, e uma forma de reviver isso é através grupo 25 ex-alunos no whatssap que levei 3 anos pra reunir. O Barão traz um significado cultural para nós amapaenses, que está sendo repassado por décadas”, exclamou Luiz.

O estudante Luciano Coutinho, 18 anos, está cursando o 3° ano do ensino médio e fez todo o fundamental na escola Barão. Ele se orgulha de ter uma de suas fotos estampada nas paredes do novo prédio.

“O Barão é herança da minha família, pois meus avós, meus pais e tios estudaram aqui. A escola, de fato, é referência, dificilmente você conhecerá um amapaense que não estudou no Barão”, declarou o jovem.

Para Fátima Silva, que é ex-professora e ex-aluna da escola, a melhor lembrança está na escada do colégio.

“Minha mãe que já faleceu, foi uma das primeiras professoras do Barão. Ao entrar hoje nesse colégio, olhei para as escadas e veio as lembranças nítidas dela segurando minhas mãos e subindo degrau por degrau até chegar na minha sala. Vivi os melhores momentos aqui”, relembrou Fátima.    

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Maksuel Martins/Secom

Amapá recebe lote com 8.190 doses de Pfizer; já são 16.120 doses recebidas esta semana

Por: Nathanael Zahlouth .Colaboradores: Marcelo Guido - Foto: Albenir Sousa

O Estado do Amapá recebeu nesta sexta-feira, 3, um novo lote de vacinas contra a covid 19. São 8.190 doses do imunizante da Pfizer que serão utilizados no combate à pandemia no estado.

Segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS), responsável pelo recebimento e armazenamento das vacinas, a distribuição aos municípios vai ocorrer no início da próxima semana.

"É mais um grande reforço que recebemos. São 8.190 novas doses da Pfizer que vão nos ajudar e muito no combate à pandemia de covid no Amapá", frisou Dorinaldo Malafaia, superintendente da SVS no Amapá.

Este é o segundo lote recebido nesta semana pelo estado. Na quinta-feira, 2, a SVS recebeu um lote contendo 7.930 doses, sendo 4.680 doses da Pfizer e 3.250 da AstraZeneca. Portanto, esta semana o Amapá já recebeu 16.120 novas doses de vacinas contra a covid 19.

 

Governo do Amapá confirma pagamento para 3,4 mil servidores da UDE

O Governo do Amapá confirmou para esta sexta-feira, 3, o pagamento referente ao mês de agosto de 2021 dos 3.450 funcionários da Unidade Descentralizada da Educação (UDE).

Os valores estarão disponíveis para saque ao longo do expediente bancário. A injeção do financeira é de, aproximadamente, R$ 4,5 milhões.

 

IPVA: Governo do Amapá prorroga prazo para adesão ao refinanciamento de débitos

O Governo do Amapá prorrogou até 30 de setembro de 2021 o prazo para adesão ao parcelamento de débitos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O decreto foi assinado pelo governador Waldez Góes no dia 1º de setembro.

O Programa de Refinanciamento (Refis) faz parte do conjunto de medidas socioeconômicas adotadas pelo governo para minimizar impactos da pandemia de covid-19.

"Débitos do IPVA anteriores a dezembro de 2020 até o ano de 2016 podem ser parcelados em até 24 vezes, com redução de até 100% de juros e multas moratórias. O valor de cada parcela não poderá ser inferior a R$ 60,00", explica o secretário de Fazenda, Josenildo Abrantes.

Para ter acesso ao benefício, o contribuinte deve comparecer à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), situada à avenida Procópio Rola, 90, centro de Macapá.

Para formalizar o pedido, devem ser apresentados os seguintes documentos:

I – Certificado de Registro de Veículo (CRV) ou último CRLV emitido;

II – Documento de Identificação;

III – Procuração específica para solicitar, junto à SEFAZ/AP, pagamento à vista ou parcelamento de IPVA de veículo em nome do outorgante, caso não seja o proprietário.

 

Fonte: Portal Governo do Amapá