Política

Pela 1ª vez, mais da metade dos brasileiros rejeita militares no governo e na política





PoderData: de abril para agosto, grupo que acha participação dos fardados nestas áreas ruim para o país sobe de 45% para 52%

Pela 1ª vez, mais da metade dos brasileiros acha que a participação de militares no governo e na política é prejudicial para o país. Pesquisa PoderData realizada nesta semana (16-18.ago.2021) mostra que 52% consideram a presença de representantes das Forças Armadas nestes campos “ruim” para o Brasil. É um aumento de 7 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, feito no final de abril.

A proporção dos que consideram a participação dos fardados como positiva caiu 3 pontos percentuais no mesmo período. Passou de 35% para 32% –diferença dentro da margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A taxa dos que avaliam a presença dos militares negativamente é o recorde registrado pela divisão de pesquisas do Poder360 –aumento de 15 p.p desde maio de 2020, quando o PoderData fez essa pergunta aos entrevistados pela 1ª vez. Também é a 1ª vez que esse valor alcança a marca dos 50%.

O resultado indica que a imagem das Forças Armadas sofreu forte desgaste nos últimos meses. No mesmo período, o governo de Jair Bolsonaro, que tem forte presença dos militares, registrou suas taxas mais altas de reprovação.

O levantamento é o 1º feito depois da parada militar de 10 de agosto, quando um comboio de 30 veículos blindados desfilou na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro Walter Braga Netto (Defesa), o almirante de Esquadra Almir Garnier Santos (Marinha), o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Exército) e o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica) participaram do evento.

Na época, o presidente fazia campanha para que as eleições de 2022 fossem realizadas pelo voto com comprovante impresso. Bolsonaro defende que, sem isso, a votação fica vulnerável a fraudes. A Câmara enterrou o projeto de emenda à Constituição que determinava a impressão dos votos no mesmo dia do desfile, mais tarde.

Na 2ª feira (16.ago.2021), ao falar para militares e ministros, o presidente Jair Bolsonaro amenizou o discurso. Disse: “Jamais seremos motivadores de qualquer ruptura”. Deu a declaração depois de assistir a um treinamento da Marinha em Formosa (GO). Afirmi que o Brasil precisa de “paz, tranquilidade e harmonia” e que respeitem a Constituição.

Esta pesquisa foi realizada no período de 16 a 18 de agosto de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360.

Foram 2.500 entrevistas em 433 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

PoderData traz os recortes da pesquisa por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Eis os principais estratos.

Quem mais avalia como positivo o envolvimento de militares na política:

  • mulheres (37%)
  • pessoas de 25 a 44 anos (39%);
  • moradores da região Norte (46%);
  • os que estudaram até o ensino superior (38%).

Os que dizem ser negativa a participação de militares na política são:

  • homens (58%);
  • pessoas de 16 a 24 anos (62%);
  • moradores da região Nordeste (60%);
  • os que estudaram até o ensino médio (54%).

COLADOS A BOLSONARO

A percepção sobre a participação de militares no governo e na política acompanha a avaliação do presidente: 77% dos que rejeitam Bolsonaro também desaprovam a atuação de integrantes das Forças Armadas nesses campos.

PoderData: 34% acham que democracia vai mal no Brasil; para 15%, vai muito ma

Pesquisa PoderData realizada nesta semana (16-18.ago.2021) mostra que a parcela da população que acha que a democracia no Brasil está funcionando mal chegou a 34%, uma alta de 10 pontos percentuais em cerca de 1 ano. Os que dizem que o sistema vai muito mal são 15%. Em julho de 2020, essa taxa era de 6%.

Os que afirmam que a democracia está funcionando muito bem são 12%, ante 14% na pesquisa anterior. Há também 38% que acham que o sistema funciona mais ou menos bem. Essa taxa era de 47% no ano passado.

Esta pesquisa foi realizada no período de 16 a 18 de agosto de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. Foram 2.500 entrevistas em 433 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Poder360 destaca:

  • sexo – 38% das mulheres acham que o sistema está funcionando mal; 8% desse grupo dizem que vem funcionando bem;
  • idade – 76% dos que têm de 16 a 24 anos acham que a democracia está funcionando mal;
  • escolaridade – 46% dos que estudaram até o ensino fundamental dizem que o sistema está funcionando mais ou menos bem; 21% dos que têm ensino superior acham que vai muito mal;
  • regiões – 37% do Sul acham que a democracia está funcionando muito bem; 64% no Centro-Oeste dizem que vai mal;
  • renda – 45% dos que ganham mais de 10 salários mínimos acham que o sistema está funcionando muito mal.

DEMOCRACIA X AVALIAÇÃO DE BOLSONARO

Dos que consideram o presidente “ótimo” ou “bom“, 30% dizem que a democracia está funcionando muito bem. Dos que o rejeitam, 49% acham que vem funcionando mal.

Fonte: Poder360